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CERTEZA, MANO...
Quando paro pra pensar na palavra certeza, a principio ela faz uma careta pra mim e diz um belo "vaze, loque". Mas depois, chegando com jeito, um agradinho, um sorvete e talvez um jantar à luz de velas, ela acaba se tornando uma companheira simpática.

O homem terráqueo, vurgo homo sapiens, está sempre em busca de certezas. Ele não consegue viver sem elas, meio que por costume. Mas,pensa comigo meu nego: quer melhor certeza do que saber que se você está fazendo algo, é porque realmente deveria estar fazendo? Eu não sei, posso estar errado, mas aquilo que não é pra ser, não é. E isso não depende da gente. Somos pessoas que, Papai do céu só permite que experimentemos aquilo que tem um fim puramente explicito de aprendizado pra nós. É isso. A certeza que eu e você buscamos, na verdade é uma tentaçãozinha de ser Deus, mais ou menos igual aquela que Eva teve, quando conversou com a sogra dela no Eden's Garden. Moral da história: quem busca certeza, quer mandar Deus pra cucuia, porque tem medo de errar... Mas, é próprio dos mortais os erros. Já dizia Sócrates: Só sei que nada sei. Ou seja galego: vc vai errar até o dia da sua morte. Só reze pra quando ela chegar, vc não esteja persistindo no erro.
CADA UMA QUE INVENTAM...
Aquela velha máxima que diz: "Morro, e não vejo tudo..." é verdadeira. Cada dia mais, me convenço disso. Navegando por aí, descobri um site deveras macabro: Velório On line. Já pensou, você assistindo um velório no seu computador, no conforto de sua casa? Pois é, alguém já pensou nisso pra você.
As imagens geradas por cameras instaladas na capela mortuária, estão acessíveis a qualquer usuário que acesse o site http://www.urbam.com.br/php/velorio_virtual.php ou seja, é conectar, e assistir o presunto.

Isto é incrível, e certamente estranho....

Comentem...
Amigos, páginas que passam
Não escolhi o título da postagem por acreditar que amizade passa... Ela fica marcada no coração, sabe. Eu acredito que uma vez amigo, amigo para sempre (sem querer usar clichês).
Os amigos são aqueles caras que te escutam; são aqueles caras que tomam o porre com você, depois saem correndo pelas ruas. Amigos, são os caras que te emprestam dinheiro a vida toda, e nunca sabem o total que você deve pra eles. Ter amigos é como ter calças: uma vez que você acostuma, não consegue viver sem.
Sabe aquela divisão entre cumplicidade e amor? Entre elas, está a amizade. Sem essa de dizer que amor é coisa de viado. Amor não envolve sexo, pode-se perfeitamente amar, sem ir pra cama. E os amigos, normalmente, se ama sem cama.
Eu escrevi tudo isso porque passou pela minha cabeça hoje, enquanto tirava um cochilo provocado pelo início de uma gripe sem-vergonha, de quanta gente passou pela minha frente, de quantas pessoas fizeram parte da minha vida, mas assim, de forma intrínseca e ôntica (vamo parar de falar difícil, belez?) e de como essas pessoas, por algo hiper simples, que os humanos sapiens chamam de distância, tomaram outro rumo e agora são como se fossem... estranhos. É, é muito estranho você ver um amigo seu, que voce nao ve há tempos, em fotos com pessoas que você não conhece, ou pessoas que são diferentes daquelas que você convivia. Saudosismo? Olha, tem pessoas que acreditam que sim, mas eu já deixei isso de lado faz tempo. Eu curto pensar, eu curto refletir... Isso eu curto pra caramba. Sentar na praça, e pensar... E depois, converter isso em letras. Afinal, já dizia um cara aí, tudo que você escreve, de certa forma exige você pensar e se comprometer. Eu não tenho orkut, mas lembro que quando tinha, eu estava inserido em uma forma de elo permanente com pessoas que conheci na infância. Pelo menos pra isso serviu o tal orkut.
Tudo bem, hoje a vida é diferente, eu convivo com pessoas diferentes, tenho circulos de amigos diferentes. Mas sabem de uma coisa: não estou só. Sempre tive medo de ficar sozinho no mundo, de ser uma pessoa solitária... E não sou... Essa brincadeira da vida ela vai ficar me devendo, danada...


Dei uma espiada agora pouco no histórico desse blog... Gente, eu escrevo aqui desde abril de 2004. Caramba, ano que vem, quatro anos de blog... Escrevendo, pensando, rindo, tirando sarro... Quanta gente já passou por aqui, deixou recado e tal... Claro que ultimamente meu blog anda meio entregue às moscas, mas tudo bem... Eu sou culpado, porque escrevo muito pouco. Eu deveria ser mais fiel. Vou tentar. Vamos ver o que vai dar. Mas escrever aqui é bom, eu curto, porque é uma forma de partilhar (nem que seja com o servidor do UOL) tudo que passa nesse coração véio. Véio... cara, hoje mais uma vez me chamaram de véio, por tabela... Cacique! To véi memo...

Bão, no mais, o coração do "véio" Wicky continua batendo. Celebrando uma semana, 1 ano de Brasil. 365 dias que estou falando portugues de novo. Que comecei a vida, de novo... O balanço? Muito contente. Mais cansado do que no ano passado, mas muito contente. Feliz, por ter uma história de vida linda e perfeita, e por ter pessoas perfeitas fazendo parte dela.

É isso minha gente, viva o Brasil! Viva cada dia desse ano, em Terra Brasilis! Olé!
Mexendo no baú
Cada vez que se fala de passado, muitas pessoas demonstram que isso traz recordações boas. Todos nós temos uma época especial da vida, ou algum acontecimento, ou ainda um programa de tv que mexe com os mais profundos sentimentos de saudosismo. Assim é quando se fala em Chaves.

Esta geração não conhece o que nós, os vintões da década de 80 conhecemos em termos de programas de tv, em especial o garoto mexicano que encantou milhares de outros garotos. Sem qualquer maquiagem burguesa, ou fantasia em excesso, Chaves soube entrar em nossas casas e corações do seu jeito simples, pobre e carente: com seu jeito atrapalhado e inocente, não há quem não ria com suas trapalhadas simples, do chamado "humor pastelão", as vezes em tom depreciativo pela crítica "especializada".

A crítica não sabe, mas nós os vintões fomos criados e cuidados pela babá eletrônica, sintonizada em chaves. Se muitos de nós hoje, temos saudade de nosso passado, e recordamos com alegria programas e personagens de nossa década, devemos parte disso ao Chaves. Que sem querer querendo entrou em nossas casas e vidas, marcando nossas histórias.
As vezes, um feriado serve para descansar um pouco. É como uma ilha que você encontra no meio do oceano. Já sentiu uma impotência grande diante da dificuldade? Já sentiu aquela sensação de "não posso resolver esse problema, porque ele não é só meu?"
Cara, as vezes nesses momentos, vence aquela frase velha conhecida: "o que não tem solução, solucionado está." É verdade. Sabem, a pior coisa que existe é você tomar para si o problema dos outros. A desorganização dos outros, acaba colando na gente, por exemplo. Mas o vento que balança as folhas da árvore que me serve de companheira durante o dia de trabalho, me faz pensar que, por exemplo, ela é parte integrante do conjunto que muitas vezes culpamos por tanta coisa. "Chuva alaga São Paulo - a vingança da mãe natureza" - Não é? Que culpa tem essa árvore que me namora todos os dias pela janela,dos desastres naturais em São Paulo? Nenhuma. Que culpa tenho eu, dos desastres cometidos pelos pecados humanos no lugar que vivo? Nenhuma. Mas as vezes, por fazer parte do conjunto, me sinto culpado.

Bem, iniciar uma sexta-feira refletindo um pouco não faz mal a ninguém. Pensar não faz mal e não é contra indicado. Apenas não recomendo pensar demais. Porque quem muito pensa, pouco age.
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